sábado, 19 de maio de 2007


DOS DIVERSOS

QUE VALEM MUITO

Já que postei anteriormente textos meus que mencionavam o clima de recomeçar, vou transcrever um texto que recebi, que me fez bem, portanto apesar elíptico, me trouxe muito mais do que outras mensagens, mas como sempre falo: cada um com seu cada um, então lá vai:
“A águia é a única ave que chega a viver 70 anos, mas para isso acontecer, por volta dos 40, ela precisa tomar uma séria e difícil decisão”.
Nessa idade, suas unhas estão compridas e flexíveis. Não conseguem mais agarrar as presas das quais se alimenta. Seu bico, alongado e pontiagudo, curva-se. As asas, envelhecidas e pesadas em função da espessura das penas, apontam contra o peito. Voar já é difícil.
Nesse momento crucial de sua vida a águia tem duas alternativas: não fazer nada e morrer, ou enfrentar um dolorido processo de renovação que se estenderá por 150 dias.A águia decidiu enfrentar o desafio. Ela voa para o alto de uma montanha e recolhe-se em um ninho próximo a um paredão, onde não precisará voar. Aí, ela começa a bater com o bico na rocha até conseguir arrancá-lo. Depois, a águia espera nascer um novo bico, com o qual vai arrancar as velhas unhas. Quando as novas unhas começarem a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. Só após cinco meses ela pode sair para o vôo de renovação e viver mais 30 anos."
Nota-se que a águia prefere uma solução que veio de dentro. Talvez mais dolorosa. Recolher-se, reiniciar, junto a um paredão de emoções e decisões.
Digamos que a águia acabou de descasar.
(Tem que redimensionar seu corpo e seus desejos, desmontar casa e sentimentos, objetos e sensações, reassumir filhos, reaver amigos, reapreender os bons momentos com a solidão e como minha amiga Drica me disse: gostar de estar sozinha, sem desespero.)
Agora a águia acabou de perder o emprego.
(Tem que descobrir outro trajeto diário, outras aptidões, tem medo do fracasso, mas tem que buscar outros vôos, então é desafiada a mostrar o seu potencial, que com certeza já estava adormecido)
Ou então acabou de perder alguém querido.
(É como se uma parte do corpo lhe tivesse sido arrancada, sente que não poderá mais voar como antes, e necessário o recolhimento e deixar o tempo passar, que a dor diminui, e como dizem: o tempo pode curar.)
Portanto enfrente na sua metamorfose, estamos condenados a ela, seja por vontade própria ou circunstâncias que a vida lhe impõe.
Mas lembre-se: depois do paredão, o céu estará lá para os seus vôos.

Um comentário:

  1. maravilhoso texto, seus comentários também.
    Sempre bom ver pensamentos assim.

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