sexta-feira, 24 de agosto de 2007


  • Ando sem rumo,
    Sigo por frinchas,
    Posso ir reto e encontrar alento.

    Sou andarilha,
    Me acompanho no vento.
    Posso retornar,
    Virar à esquerda,
    Sem nenhum tormento.

    Quem me conhece sabe...
    Gosto de cores.
    Porém, posso ser discreta.
    Ora vou de vermelho, na cor do sangue da vida.
    Ora de Amarelo, no brilho do ouro.
    O azul, o verde, também não dispenso.

    Quero apenas seguir.
    Mas cuidado ao cruzar meu caminho.
    Se preferir mantenha distância, ou
    Se aproxime devagarzinho.

    Meu caminho é longo,
    A estrada já percorrida,
    Minha alma cigana precisa mais que um pouso.

    Vou dançando,
    Vou cantando.
    Caminho sem pressa,
    Já que a geografia pode ser um mero conceito.

    Sigo assim,
    Perambulando em desatinos.
    A minha pátria é mais que uma morada.
    É filosofia de vida.
    É comprometimento com quem escolho.

    Pois alma cigana de verdade!
    Não se prende nesse mundo,
    Vai além,
    Ama além,
    Segue.

Deisiane Reis

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