- Não agüento mais essa dor,
Que dilacera todo o meu ser,
E me joga no chão a ponto de explodir de pranto e compaixão.
É insuportável as lembranças de tempos findos.
É inesgotável os questionamentos.
Atraco-me com minha auto-estima
Espero ela chegar, para me acalmar,
Mas nada...
O tempo passa...
E a dor encontra-se paralisada em seu pedestal,
Majestosa! Sem ser bela.
Impetuosa, Poderosa!
E me entrego a ela.
Que no seu doar a mim,
Vem...
E eu sou apenas a sua refém,
sinto-me assim...
A própria Síndrome de Estocolmo.
E sem ter como fugir, fico aqui.
Calada, quieta!
Na esperança de ser resgatada... mas sei que não vou.
Essa dor achou morada, é alimentada e vive sem ser convidada.
Deisiane Reis (setembro/2005)
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
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