sexta-feira, 10 de agosto de 2007

  • Não agüento mais essa dor,
    Que dilacera todo o meu ser,
    E me joga no chão a ponto de explodir de pranto e compaixão.
    É insuportável as lembranças de tempos findos.
    É inesgotável os questionamentos.
    Atraco-me com minha auto-estima
    Espero ela chegar, para me acalmar,
    Mas nada...
    O tempo passa...
    E a dor encontra-se paralisada em seu pedestal,
    Majestosa! Sem ser bela.
    Impetuosa, Poderosa!
    E me entrego a ela.
    Que no seu doar a mim,
    Vem...
    E eu sou apenas a sua refém,
    sinto-me assim...
    A própria Síndrome de Estocolmo.
    E sem ter como fugir, fico aqui.
    Calada, quieta!
    Na esperança de ser resgatada... mas sei que não vou.
    Essa dor achou morada, é alimentada e vive sem ser convidada.


    Deisiane Reis (setembro/2005)

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